quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Amigo J.

Poeta,
Não conheço tua dor
Mas tenho dor imensa
Ao te ver como hoje vi

Algo que lhe doía
Transparecia em tua sombra
Tua alma então chorava
E de lagrimas te cobria

Te matas e a mim
Lanças dor imensa
Me atordoando
E entristecendo

Poeta, salva-te agora
Que ainda há tempo
Pra mais um verso
Até raiar o dia.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Saudosismo

Meu grande amigo
Há muito tempo não lhe vejo
E nem se quer há um ensejo
Pra que eu possa te encontrar

Sei que há amores,
Alegrias, tantas dores,
Há espinhos e outras flores
Que você quer me contar

Amigo, eu estou longe
Mas não esqueço nosso tempo
Em que eu sempre estava atento
E você sempre a me ensinar

Meu grande amigo
Quisera eu ser a criança
Que eu guardo na lembrança
E novamente te chamar
Para brincar

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Tempo

O tempo, esse inimigo
Da paciência, me veio
Outro dia, ao pé do ouvido,
Contar coisas que eu não sabia

Me contou historias
Dos homens e suas manias
De como passava rápido as noites
E como gostava de demorar os dias

Soprou-me um pouco de vida
Dizendo que eu ia precisar
Me mandou quebrar o relógio
E parar de me preocupar

Me explicou sua relatividade
E porque isso nos foge a compreensão
Se desculpou pelas mortes e
Pelas saudades pediu perdão

Foi embora e eu
Nem sequer percebi
Enquanto o tempo ficou
O quanto eu envelheci.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O Mundo Não Sabe

O mundo não sabe
Nada do mundo
Da dor do profundo,
Da ilusão que lhe cabe

No mundo não vale
O pranto nem o riso
Nem mesmo o amor
Conciso, não vale

E antes que o mundo acabe
Ressurgirei do profundo
Das memórias de um mundo
Que morreu e nem sabe

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Acho Tão Estranho

Acho tão estranho
Te olhar nos olhos
E enxergar o que queria
Há algum tempo atrás

Me desacostumei
A querer um amor
Todo tempo que passou
Me fez achar que tanto faz

Não ligo mais
A vida me endureceu
A vontade passou, morreu
Meu barco se atracou ao cais.

Espero

Espero
Ausente
Reflito
Bocejo

Escrevo
Apago
Disfarço
Não vejo

Percebo
É tarde
Apresso
Meu passo

Não faço
Não penso
Não temo
Cansaço

Como é
Que podia
Na noite
Ou de dia

Viver
Não vivia
Sonhar
Não sonhava

E quando
Acordava
Era eu
E morria

sábado, 30 de outubro de 2010

Outra Vez

Outra vez
O coração despedaçado
Meu peito sofrendo calado
Toda essa insensatez

Toda vida
Revirando essa revolta
Abro a janela e fecho a porta
Pra não ver você passar

Nossa historia
Se acabou no esquecimento
Minha cantiga voou com o vento
Não sei mais oque cantar

Não tenho pressa
A esperança foi embora
Estou sozinho e por agora
É assim que vou ficar