Eis aqui meus olhos
Eis aqui minhas mãos
Se você existir, meu Deus
Sou todo oração
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Soneto de Minha Vida
Vai, minha vida sem sentido
Venho sentindo um descontentamento
Que, diante de meu constante lamento
Passa por todos incógnito, desapercebido.
Num súbito fio de esperança
De cima do outeiro de minha vida
Tento me enxergar novamente criança
Época boa de paz consentida.
Olho para meu eu menino
E vejo o quanto se perdeu
Meio a esse caminho tortuoso
Volto a mim temeroso
Tentando encontrar quem sou eu
Perdi no caminho meu destino.
Venho sentindo um descontentamento
Que, diante de meu constante lamento
Passa por todos incógnito, desapercebido.
Num súbito fio de esperança
De cima do outeiro de minha vida
Tento me enxergar novamente criança
Época boa de paz consentida.
Olho para meu eu menino
E vejo o quanto se perdeu
Meio a esse caminho tortuoso
Volto a mim temeroso
Tentando encontrar quem sou eu
Perdi no caminho meu destino.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
A Morte de Um Qualquer
1.Preparatorio
Comprem o caixão
Acendam uma vela
Preparem os salgadinhos
Não se esqueçam do café
Se sobrar um dinheiro
Compre aquela coroa
De lírios e rosas
Mas só se sobrar
Ligue para os amigos,
Para os parentes distantes
E diga que sairá
Amanhã as cinco da tarde
2.O evento
Tanta gente
Que não se via mais
Veio até a prima
Que mora em Rondonia
Todos cabisbaixos
Chorando, comendo
Alguns rindo
Talvez não sejam parentes
Já estava velho mesmo
Doente, descansou
Deus sabe a hora
De chamar o seu povo
3.Comentarios do defunto
Inventei de morrer
Num dia de calor
Mas pelo menos
A dor passou
Gastaram tanto
E esse caixão vai
Apodrecer e com meu corpo
Virar adubo
Essa gente vai embora
E nunca mais
Se lembrarão
De quem eu fui
Olha lá
Até o padre
Esta com sono
No meio de seu sermão
A minha prima
Também chora
Nunca me ajudou
Ou faz media ou se arrependeu
Não, você não
Não chore, meu amor
Talvez você também
Venha a semana que vem.
Comprem o caixão
Acendam uma vela
Preparem os salgadinhos
Não se esqueçam do café
Se sobrar um dinheiro
Compre aquela coroa
De lírios e rosas
Mas só se sobrar
Ligue para os amigos,
Para os parentes distantes
E diga que sairá
Amanhã as cinco da tarde
2.O evento
Tanta gente
Que não se via mais
Veio até a prima
Que mora em Rondonia
Todos cabisbaixos
Chorando, comendo
Alguns rindo
Talvez não sejam parentes
Já estava velho mesmo
Doente, descansou
Deus sabe a hora
De chamar o seu povo
3.Comentarios do defunto
Inventei de morrer
Num dia de calor
Mas pelo menos
A dor passou
Gastaram tanto
E esse caixão vai
Apodrecer e com meu corpo
Virar adubo
Essa gente vai embora
E nunca mais
Se lembrarão
De quem eu fui
Olha lá
Até o padre
Esta com sono
No meio de seu sermão
A minha prima
Também chora
Nunca me ajudou
Ou faz media ou se arrependeu
Não, você não
Não chore, meu amor
Talvez você também
Venha a semana que vem.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Homenagem Ao Fim De Um Grande Amor
Ficou carinho
Ficou saudade
Ficou a dor
Ressentimento
Descontentamento
Tristeza
Infelicidade
Ficou saudade
Ficou a dor
Ressentimento
Descontentamento
Tristeza
Infelicidade
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Quanto Vale
Quanto vale o amor?
Quanto vale a vida?
A imensurável medida
Que equivale a dor
A dor da perda
A dor sentida
Qual é o valor
De tanta magoa contida?
Quanto vale o sim?
Quanto vale o não?
Qual é o valor
Desse aperto de mão?
Vale mais que tudo
Vale mais que nada
Que um abraço, um beijo,
E uma flor roubada.
Quanto vale a vida?
A imensurável medida
Que equivale a dor
A dor da perda
A dor sentida
Qual é o valor
De tanta magoa contida?
Quanto vale o sim?
Quanto vale o não?
Qual é o valor
Desse aperto de mão?
Vale mais que tudo
Vale mais que nada
Que um abraço, um beijo,
E uma flor roubada.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Minha Cabeça Chora
Minha cabeça chora
Se apoia no ombro do passado
Ando olhando meio de lado
Ando pensando e contando as horas
O futuro incerto me assombra
Tira o chão, me devora
Na fúria da triste senhora
Segue, o nada, a sombra
Tanta magoa em meu peito
Um lago turvo afoga
A incerteza, a madureza
A vinda da morte em meu leito.
Se apoia no ombro do passado
Ando olhando meio de lado
Ando pensando e contando as horas
O futuro incerto me assombra
Tira o chão, me devora
Na fúria da triste senhora
Segue, o nada, a sombra
Tanta magoa em meu peito
Um lago turvo afoga
A incerteza, a madureza
A vinda da morte em meu leito.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Procura-se
Procura-se uma palavra
Que me fugiu do pensamento
Ela exprimia algumas memorias
E era parte integrante
De uma poesia
Que não foi escrita
Quem encontrar
Ou tiver pistas sobre seu paradeiro
Favor entrar em contato
Obs: Poeta doente.
Que me fugiu do pensamento
Ela exprimia algumas memorias
E era parte integrante
De uma poesia
Que não foi escrita
Quem encontrar
Ou tiver pistas sobre seu paradeiro
Favor entrar em contato
Obs: Poeta doente.
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