sábado, 16 de fevereiro de 2013

A Morte de Um Qualquer

1.Preparatorio

Comprem o caixão
Acendam uma vela
Preparem os salgadinhos
Não se esqueçam do café

Se sobrar um dinheiro
Compre aquela coroa
De lírios e rosas
Mas só se sobrar

Ligue para os amigos,
Para os parentes distantes
E diga que sairá
Amanhã as cinco da tarde



2.O evento

Tanta gente
Que não se via mais
Veio até a prima
Que mora em Rondonia

Todos cabisbaixos
Chorando, comendo
Alguns rindo
Talvez não sejam parentes

Já estava velho mesmo
Doente, descansou
Deus sabe a hora
De chamar o seu povo



3.Comentarios do defunto

Inventei de morrer
Num dia de calor
Mas pelo menos
A dor passou

Gastaram tanto
E esse caixão vai
Apodrecer e com meu corpo
Virar adubo

Essa gente vai embora
E nunca mais
Se lembrarão
De quem eu fui

Olha lá
Até o padre
Esta com sono
No meio de seu sermão

A minha prima
Também chora
Nunca me ajudou
Ou faz media ou se arrependeu

Não, você não
Não chore, meu amor
Talvez você também
Venha a semana que vem.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Homenagem Ao Fim De Um Grande Amor

Ficou carinho
Ficou saudade
Ficou a dor
Ressentimento
Descontentamento
Tristeza
Infelicidade

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Quanto Vale

Quanto vale o amor?
Quanto vale a vida?
A imensurável medida
Que equivale a dor

A dor da perda
A dor sentida
Qual é o valor
De tanta magoa contida?

Quanto vale o sim?
Quanto vale o não?
Qual é o valor
Desse aperto de mão?

Vale mais que tudo
Vale mais que nada
Que um abraço, um beijo,
E uma flor roubada.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Minha Cabeça Chora

Minha cabeça chora
Se apoia no ombro do passado
Ando olhando meio de lado
Ando pensando e contando as horas

O futuro incerto me assombra
Tira o chão, me devora
Na fúria da triste senhora
Segue, o nada, a sombra

Tanta magoa em meu peito
Um lago turvo afoga
A incerteza, a madureza
A vinda da morte em meu leito.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Procura-se

Procura-se uma palavra
Que me fugiu do pensamento
Ela exprimia algumas memorias
E era parte integrante
De uma poesia
Que não foi escrita
Quem encontrar
Ou tiver pistas sobre seu paradeiro
Favor entrar em contato
Obs: Poeta doente.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Poesia de Enganar o Tempo

Queria poder
Enganar o tempo
Pra passar mais tempo
Com tempo pra te ver

Quando o tempo acaba
Eu nunca me contento
Quando o tempo vira nada
Porque nada para o tempo

Porém de tempo em tempo
Me entrego ao peito teu
Pra encontrar aquele tempo
Que no tempo se perdeu.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Minha Poesia

Minha poesia
Anda gasta
Anda vagando
Anda sendo
Nada e escura
Anda vazia
Anda nula
Nem a pasto
Anda servindo
Nada traz
Nenhum caminho
Nenhum sentido
Não tem mais.