1.Preparatorio
Comprem o caixão
Acendam uma vela
Preparem os salgadinhos
Não se esqueçam do café
Se sobrar um dinheiro
Compre aquela coroa
De lírios e rosas
Mas só se sobrar
Ligue para os amigos,
Para os parentes distantes
E diga que sairá
Amanhã as cinco da tarde
2.O evento
Tanta gente
Que não se via mais
Veio até a prima
Que mora em Rondonia
Todos cabisbaixos
Chorando, comendo
Alguns rindo
Talvez não sejam parentes
Já estava velho mesmo
Doente, descansou
Deus sabe a hora
De chamar o seu povo
3.Comentarios do defunto
Inventei de morrer
Num dia de calor
Mas pelo menos
A dor passou
Gastaram tanto
E esse caixão vai
Apodrecer e com meu corpo
Virar adubo
Essa gente vai embora
E nunca mais
Se lembrarão
De quem eu fui
Olha lá
Até o padre
Esta com sono
No meio de seu sermão
A minha prima
Também chora
Nunca me ajudou
Ou faz media ou se arrependeu
Não, você não
Não chore, meu amor
Talvez você também
Venha a semana que vem.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Homenagem Ao Fim De Um Grande Amor
Ficou carinho
Ficou saudade
Ficou a dor
Ressentimento
Descontentamento
Tristeza
Infelicidade
Ficou saudade
Ficou a dor
Ressentimento
Descontentamento
Tristeza
Infelicidade
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Quanto Vale
Quanto vale o amor?
Quanto vale a vida?
A imensurável medida
Que equivale a dor
A dor da perda
A dor sentida
Qual é o valor
De tanta magoa contida?
Quanto vale o sim?
Quanto vale o não?
Qual é o valor
Desse aperto de mão?
Vale mais que tudo
Vale mais que nada
Que um abraço, um beijo,
E uma flor roubada.
Quanto vale a vida?
A imensurável medida
Que equivale a dor
A dor da perda
A dor sentida
Qual é o valor
De tanta magoa contida?
Quanto vale o sim?
Quanto vale o não?
Qual é o valor
Desse aperto de mão?
Vale mais que tudo
Vale mais que nada
Que um abraço, um beijo,
E uma flor roubada.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Minha Cabeça Chora
Minha cabeça chora
Se apoia no ombro do passado
Ando olhando meio de lado
Ando pensando e contando as horas
O futuro incerto me assombra
Tira o chão, me devora
Na fúria da triste senhora
Segue, o nada, a sombra
Tanta magoa em meu peito
Um lago turvo afoga
A incerteza, a madureza
A vinda da morte em meu leito.
Se apoia no ombro do passado
Ando olhando meio de lado
Ando pensando e contando as horas
O futuro incerto me assombra
Tira o chão, me devora
Na fúria da triste senhora
Segue, o nada, a sombra
Tanta magoa em meu peito
Um lago turvo afoga
A incerteza, a madureza
A vinda da morte em meu leito.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Procura-se
Procura-se uma palavra
Que me fugiu do pensamento
Ela exprimia algumas memorias
E era parte integrante
De uma poesia
Que não foi escrita
Quem encontrar
Ou tiver pistas sobre seu paradeiro
Favor entrar em contato
Obs: Poeta doente.
Que me fugiu do pensamento
Ela exprimia algumas memorias
E era parte integrante
De uma poesia
Que não foi escrita
Quem encontrar
Ou tiver pistas sobre seu paradeiro
Favor entrar em contato
Obs: Poeta doente.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Poesia de Enganar o Tempo
Queria poder
Enganar o tempo
Pra passar mais tempo
Com tempo pra te ver
Quando o tempo acaba
Eu nunca me contento
Quando o tempo vira nada
Porque nada para o tempo
Porém de tempo em tempo
Me entrego ao peito teu
Pra encontrar aquele tempo
Que no tempo se perdeu.
Enganar o tempo
Pra passar mais tempo
Com tempo pra te ver
Quando o tempo acaba
Eu nunca me contento
Quando o tempo vira nada
Porque nada para o tempo
Porém de tempo em tempo
Me entrego ao peito teu
Pra encontrar aquele tempo
Que no tempo se perdeu.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Minha Poesia
Minha poesia
Anda gasta
Anda vagando
Anda sendo
Nada e escura
Anda vazia
Anda nula
Nem a pasto
Anda servindo
Nada traz
Nenhum caminho
Nenhum sentido
Não tem mais.
Anda gasta
Anda vagando
Anda sendo
Nada e escura
Anda vazia
Anda nula
Nem a pasto
Anda servindo
Nada traz
Nenhum caminho
Nenhum sentido
Não tem mais.
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